Words Are Dead and Other Things (2016)

Words Are Dead and Other Things

2016 – CAN

Dir: Kelly Tatham and Aimee Parisien

 

A criação parece vir da imperfeição. Parece vir do esforço e da frustração. E é daí que acredito que veio a linguagem. Digo, veio de nosso desejo de transcender nosso isolamento e ter algum tipo de conexão um com o outro. E tinha de ser simples quando era apenas uma questão de sobrevivência. Assim, tipo, “água.” Nós inventamos um som para isso. Ou “Tigre-dente-de-sabre-bem-atrás-de-você.” Nós inventamos um som para isso. Mas as coisas ficam realmente interessantes, acredito, quando nós usamos este sistema de símbolos para comunicar todas as coisas abstratas e intangíveis que nós vivemos. O que é, por exemplo, frustração? Ou o que é raiva ou amor? Quando eu digo “amor,” o som sai de minha boca e atinge os ouvidos de outra pessoa, viaja por este canal bizantino em seu cérebro, sabe, através de suas memórias de amor ou falta de amor, e ela registra o que estou dizendo e diz sim, ela entende. Mas como eu sei que ela entende? Porque palavras são inertes. São apenas símbolos. Estão mortas, sabe? E tanto de nossa experiência é intangível. Tanto do que nós percebemos não pode ser expresso. É indizível. E ainda assim, sabe, quando nos comunicamos uns com os outros, e sentimos que nos conectamos, e achamos que nos entendemos, acredito que temos uma sensação quase de comunhão espiritual. E este sentimento pode ser transitório, mas acho que é aquilo pelo que vivemos.

 

Assista ao filme abaixo:

 

Ouça à música em HD abaixo: